O vereador Tio Hélio (PSD) está otimista em relação ao projeto de construção de um ginásio multiuso que está sendo proposto para o Bairro Medianeira.
O anúncio do investimento de R$ 3,8 milhões foi feito na semana passada, no gabinete do presidente da Câmara, Sidnei Eckert, pelo secretário do Esporte, Juliano Franczak (PSD) — o mesmo que havia sido eleito deputado estadual e atualmente integra o secretariado do governador Eduardo Leite.
Segundo o vereador, nesta semana foi enviada toda a documentação necessária para viabilizar a liberação dos recursos e, posteriormente, o início das obras. Ainda não há uma data prevista para o início da construção do ginásio polivalente, cujo projeto integra um conjunto de 15 ginásios previstos para diferentes municípios, totalizando R$ 55 milhões em investimentos.
Tio Hélio ressaltou que a criação de um ginásio na Medianeira é um sonho antigo, pelo qual ele trabalha desde o início de seu mandato.
“Em 2015 já havia um projeto para a construção de um ginásio no bairro, mas acabou arquivado. A Medianeira é um dos bairros que mais cresce nos últimos anos, principalmente após as enchentes. Com a ativação de um novo ginásio, nos moldes do que está sendo proposto, teremos uma revitalização significativa do bairro e arredores, além de proporcionar mais qualidade de vida aos moradores atuais e futuros”, destacou.
O vereador também afirmou que o espaço poderá servir como abrigo em situações de enchente ou outros desastres naturais.
Além do projeto do ginásio, o governo estadual anunciou R$ 44 milhões destinados à implantação de moradias — parte do programa de reconstrução do Rio Grande do Sul — e mais R$ 11 milhões provenientes do FUNRIGS, fundo criado para financiar ações de enfrentamento aos desastres climáticos de 2023 e 2024.
Apesar disso, o município argumenta que ainda há falta de recursos para a construção da infraestrutura necessária para as novas casas. Diversos pedidos complementares foram encaminhados ao secretário de Apoio à Reconstrução do RS, Maneco Hassen (PT), e ao deputado federal Paulo Pimenta (PT), que devem intermediar novos repasses do governo federal.
O atraso nas obras tem gerado impaciência, especialmente entre as famílias que aguardam moradia desde 2023 — quando ocorreu o primeiro grande alagamento. A expectativa é de que 294 casas sejam entregues ainda dentro do atual ciclo de execução.
Entre as obras prioritárias incluídas no programa estão também pontes na região do Vale do Taquari, como a estrutura entre Arroio do Meio e Lajeado, que deverá aproveitar parte da infraestrutura montada anteriormente pelo Exército. A iniciativa busca reduzir custos e melhorar a mobilidade para quem circula pela ERS-130 e pelos municípios vizinhos, como Travesseiro.
A grande dúvida é se haverá recursos suficientes para atender a todas as demandas incluídas no plano de reconstrução. Parte do orçamento do FUNRIGS vem da formalização do acordo de suspensão da dívida do Estado do RS com a União, o que liberou cerca de R$ 14,4 bilhões para obras.
Em junho de 2025, o fundo contava com R$ 3,45 bilhões disponíveis, mas dezenas de projetos já foram aprovados para execução. Entre eles, está a grande obra da ponte dos vales, anunciada na última terça-feira pelo governador Eduardo Leite e pelo vice-governador Gabriel Souza.
Apesar dos avanços, permanece a preocupação da população em relação à aplicação efetiva dos recursos públicos — especialmente em um ano que antecede as eleições para governador, presidente, deputados e senadores. Muitos temem que as obras possam sofrer lentidão ou atrasos para evitar desgastes políticos.
De qualquer forma, especialistas avaliam que o acordo da dívida entre Estado e União foi oportuno e estratégico, permitindo transformar passivos financeiros em investimentos concretos nas regiões mais atingidas.